Amor Viralata - Um amor incondicional

Histórias que valem a pena contar...

 

 

Adotar é tudo de bom.

 

Mas somente quem já tirou um animalzinho das ruas ou dos abrigos e ofereceu um lar e carinho sabe realmente quanto este ato de armor é gratificante.

 

Confira abaixo histórias de adoção e de finais felizes e aproveite para contar a sua através do e-mail site@amorviralata.com.br, com o assunto "Final Feliz", estaremos divulgando eventualmente novas histórias.

 

A próxima história pode ser a sua!

 

envie aqui

 

10/03/11

Vera, exemplo de dedicação aos animais

Gostaria de falar da Vera, uma pessoa maravilhosa, voluntária, que mora no bairro Rio Branco e que há muitos anos vem cuidando de muitos animais sozinha.

 

Ela comessou alimentando um, alimentando outro, e hoje tem em torno de 50 gatos (a grande maioria foi abandonada lá).

 

À noite ela prende os dois únicos cães dela, pois tem medo que dêem veneno para ele.

 

Há pouco tempo correu uma rifa que organizei para ajudá-la, conseguindo arrecadar quase R$ 800,00.

 

Com este dinheiro comprei medicações e alguns sacos grandes de ração.

 

Achei que iria render mais coisas, mas como foi comprado mais remédios, acabou dando uma curta aliviada no orçamento dela.

 

Calculei com ela os gastos mensais, que são quase R$ 500,00 por mês.

 

Ela é aposentada e consegue dar a volta porque o veterinario que atende os animais dela faz uma "conta" especial para ela, gerando um boleto bancário.

 

Ela é uma pessoa incrível, vacina, desvermifuga e castra TODOS.

 

Segue algumas fotos atuais e antigas de alguns animais que já passaram pela casa dela.

 

 

 

 

(História enviada por Bruna Rizzotto pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 

Do Rio de Janeiro para o site Amor Vira-lata

Minha história começa com o falecimento da minha amada pastora Lily.


Assim que ela faleceu, depois de 11 anos de convívio, fiquei de luto, dividida com um sentimento de ter outro cachorro, mas minha tristeza não consentia que o lugar dela fosse ocupado.

 

Passado 20 dias, precisamente no dia 12 de fevereiro, a Ong G.A.R.R.A. realizou na lagoa Rodrigo de Freitas (RJ) uma feirinha para adoção de animais resgatados da Serra ( Teresópolis).

 

Eu nunca tinha tido um cachorrinho sem raça definida, mas eu me sentia no dever de ajudar um animal vindo da tragédia da região serrana.

 

Bem, acordei bem cedinho e fui com o objetivo de ser a primeira na fila para adoção, e me deparei com 3 espaços bem delimitados em estatura de animais, cada um mais lindo que o outro. Ainda bem que não avisei lá em casa, senão seria muita indecisão na escolha.

 

Então me resumi ao espaço de cachorros grandes, e tinha uma família de 3 irmãos com mistura de pastor. Gostei da mais doce, era bem calminha com um olhar meigo que dava dó. Mas pensei, dessa vez vou querer uma cadela mais brabinha, e me decedi pela irmã que era bem dominante, e feito a minha escolha fui para a parte burocrática. Preenchi meus dados e então chegou ao grande momento.

 

Foi então que me aproximei do espaço e coloquei meus braços para pegar a mais esperta, mas qual foi meu espanto que a minha doce cadelinha veio correndo para meus braços, então a abraçei e disse: vai ser você.

 

Foi voce quem me escolheu. Chorei muito pois ela era um misto de sentimento de perda e continuidade de vida para uma cachorrinha que tinha saído de um galpão com 500 cachorrinhos.

 

Ela foi quietinha no meu colo enquanto dirigia. Cheguei em casa, fui direto para o quarto da minha filha, ela ainda estava dormindo acordei e disse: Tem uma visita pra voce!

 

Quando minha filha viu aquela cachorrinha ela disse: mãe era tudo que eu queria, muito linda!

 

Hoje ela está fazendo 29 dias aqui, acredito que ela esteja fazendo 3 meses. Estou ainda dando medicação para ela, mas a Mel está linda, esperta, bagunceira e provocadora com a Biba ( podle). Quando quer tomar um ossinho da Biba morde as patas e não tem como não sentir cosquinha, ela acaba soltando o osso e a Mel toma e começa a correria pela casa.

 

Estava me esquecendo, colocamos o nome de Mel, devido a cor preta mesclado com dourado.

Segue foto dela.

 

(História enviada por Celeste Baptista pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 

 

 

03/03/11

História da Bia...


A BIA foi encontrada na cidade de Farroupilha, onde eu trabalhava na época (2009).

Eu a encontrei em uma situação bem ruim, vagando próximo à empresa onde eu trabalhava.

Assim que a vi, tentei dar comida e chama-la, e pra minha sorte (ou dela, não sei), ela foi muito simpática e retribuiu.

Notei que ela estava bem magrinha e comecei a dar ração naquela semana, porém na semana seguinte ela sumiu, retornando após uns três dias em um estado realmente lastimável.


Cheguei a pensar que ela não sobreviveria, pois, como pode perceber em algumas fotos, ela nem conseguia colocar uma das patas traseira no chão. Deduzi então que ela havia sido atropelada ou pior, que havia apanhado.

Na mesma noite voltei a Farroupilha com a Carina minha esposa e conseguimos colocá-la no carro e a trouxemos para Caxias.

No dia seguinte, em uma consulta com a veterinária (Raquel), descobrimos que ela estava muito doente, sofrendo com uma infecção urinária (saia apenas sangue e quase nada de urina), otite, conjuntivite e sarna, para não me estender muito.

Tivemos que tratar por alguns meses estas doenças para depois poder castrá-la.

Após a castração devido a baixa imunidade, uma nova surpresa, a BIA começou a tossir e vomitar e o diagnóstico realmente nos assustou: cinomose.

Puxa vida, após ela ter lutado tanto, aparece essa doença que assusta só pelo nome.

Mas a BIA sempre foi uma lutadora e cheia de alegria pela vida, não ia desistir e nós também não iríamos.

Foram mais alguns meses de tratamento intensivo, cuidados para não deixá-la exposta ao tempo e à nossa outra cachorrinha BONECA, mas persistimos e hoje, após dois anos a BIA é uma moça forte e ligada em 220V.

Temos muito orgulho dessa nossa filhota que venceu todas essas adversidades com a alegria que somente os cães podem ter.

 

Ela nunca se entregou, mesmo na hora dos remédios e todo o nosso esforço valeu a pena só de ver aquela carinha quando chegamos (ela fica esperando antes do carro encostar).

Por isso quero que a história da Bia sirva de incentivo à todos aqueles que podem, às vezes é considerado difícil, mas com um pouco de esforço ajudar um animalzinho que seja, que isto lhe fará um bem, com certeza muito maior que para o animalzinho que está sendo ajudado.

A gratidão por eles transmitida realmenter não tem preço e vale o esforço empregado e muito mais.

(História enviada por Arley Galvani e Carina Galvani pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 

 

 

01/02/2011

Final feliz de Vitinho...

Hoje quero contar a linda e feliz história do Vitinho!!!

No dia 20 de junho de 2009 fomos no sr. Ádio, um senhor que cuida de muitos animais. Lá chegando nos deparamos com o Vitinho. Um cão ainda filhotão num estado terrível. Ele estava com o corpinho tomado de sarna e fungos, tinha anemia, desnutrição, era uma cena triste demais.


Nosso pequeno anjo ficou internado por mais de dois meses e ai sim, estava lindo e pronto para ir para um lar.

Durante um ano e meio ele passou por alguns canis, e viu seus companheiros serem adotados, mas ele sempre ficava.

 

Em uma dessas vezes viu seu amigo Gaivota ganhar um lar e teve uma crise muito forte de pele.


Mas ele superou, e sempre foi muito amado por mim e pelas pessoas que cuidavam dele.

Várias pessoas ajudaram ele durante todo esse tempo, e muitas não entendiam como ele não era adotado.

Queridos amigos, é com lágrimas nos olhos que escrevo esse e-mail e digo que nosso lindo foi ADOTADO!

 

Uma pessoa muito especial, que ama os animais e desde o ínicio ajudou no tratamento do Vitinho, levou nosso lindão ontem para casa. Agora ele tem um lar, uma mãe, uma família, uma cama e uma mana linda (Maria, da querida e grande amiga Eugênia).

Cássia está dando ao Vitinho tudo que ele sempre mereceu! Obrigada! Ele saberá retribuir.

A primeira foto foi no dia do resgate. E a segunda é na sua nova casa, rodeado de mimos e carinho.

Meu coração está muito feliz e acredito que vocês irão vibrar junto pois estavam na torcida.

Obrigada a todos

(História enviada por Manu pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 


 

17/01/11

O amor cura feridas, ameniza a dor e a saudade...

Gostaria de dividir com vocês a minha história de amor com os anjos de 4 patas..


Hoje dia 17/01 faz 11 meses que a minha Pitty me deixou, minha fiel companheira tinha 12, era velhinha e doente, mas esperou dar o seu último suspiro no meu colo... Sempre acreditei que jamais poderia amar um outro cão como amei a Pitty... Mas como eles são anjos que vem para nos ensinar, no dia 12 de maio de 2010 (dia da Enfermagem - e sou enfermeira) apareceu na minha vida um anjo que chamaremos de Menina...


A Menina estava abandonada próximo a camelódromo da nossa cidade, numa noite fria e chuvosa... Como se ela soubesse que eu iria amá-la não deixou ninguém chegar perto dela. Quando me aproximei e disse que estávamos indo para casa, ela mais que depressa pulou no meu colo e entrou no carro.


Desde aquela noite minha vida tem sido mais alegre. A Menina é muito sapeca, adora brincar com sua bolinha e é uma manha só. Dorme todas as noites comigo e já não sei mais viver sem ela. Ela conquistou todos aqui em casa, e quando saímos passear chama a atenção por onde passa. A minha Menina me ensinou como o amor cura as feridas, ameniza a dor e a saudade. Ela não substitui a Pitty (por mais parecidas que sejam), mas ela demonstra todos os dias o porque me faz feliz e o porque hoje é uma "pessoa" da família.


Abaixo seguem as fotos da Pitty (in memoriam) e da Menina (de laço vermelho), meus amores, meus anjos...

Um abraço a todos que, como eu, amam incodicionalmente esses anjos de 4 patas...

(História enviada por Mérlim pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 

 

 

24/07/10

Lady veio da Soama e está muito feliz agora...

Adotei a Lady a três semanas na chácara da Soama. Já a tinha visto no domingo anterior na feirinha da prefeitura, e me apaixonado, mas ela estava reservada, então resolvi ir no dia seguinte à chácara para adotar um amigo. Chegando lá, fui olhando os cãezinhos, quando uma surpresa: Lady estava lá, com aquela manchinha no nariz e balançando o rabinho feliz.

 

A pessoa que tinha reservado ela acredito que acabou desistindo dela, mas afinal foi uma ótima coisa, desde a primeira vez que a vi, sabia que ela ia ser minha companheira! Fiquei tão feliz em vê-la, e finalmente pude levá-la pra casa e dar um lar feliz a ela!

 

E assim é hoje, onde ela tem um grande pátio para correr e brincar com seu amigo Thor, que também é um vira-lata adotado, e vive uma vida muito feliz, cada dia se soltando mais, pois nos primeiros dias estava muito tímida e com medo de tudo e todos, e hoje já está muito sapeca!

 

Abraços e muito obrigado pela oportunidade de adotar a Lady!

 

 

(História enviada por Amanda Scain pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 

 


 

09/04/10

Lobo tem hoje um pátio grande só para ele...

Recolhi o Júlio Cesar das ruas na metade do ano de 2009.

Ele vivia perambulando em um bairro de Caxias e muitas pessoas não gostavam disso.

Quando foi encontrado, estava magro e com uma grande bicheira. Foi tratado e hospedado na casa de uma voluntária, para ser doado.

O grande problema é que ele não tem boa parte dos dentes (provavelmente por causa de doenças e/ou de maus tratos sofridos) e tampouco é um cão jovem, o que acabava dificultando que alguém se interessasse por ele.

Um ano depois, em meados de 2010, eu já havia perdido as esperanças de encontrar um adotante... até que recebi uma ligação!

Quase não acreditei, mas um rapaz me procurou para adotar o Júlio.

Disse que tinha visto o cartaz dele e tinha gostado dele na hora. E o adotou!

Hoje, Lobo (seu novo nome) mora em uma casa, tem um pátio grande só para ele e é amado e muito bem cuidado.

 

(História contada por Claudia Bender, Voluntária do Amor Vira-lata)

 

 

 

09/04/10

De Portugal com muito amor ...

Essa é a mais recente das minhas histórias com animais, como protetora que sou, idealizadora do Amor Vira-Lata, já vivi muitas coisas que me fazem amar os animais cada dia mais.

Tive a oportunidade de fazer um intercâmbio e, na procura de quartos para alugar em residências universitárias ou casa de família, meu critério era onde tivesse animais, não sei viver longe deles. Acabei encontrando um quarto e por ter uma cachorrinha, não me importei com mais nada, se existiam animais, eu estava feliz.

Cheguei nesta casa, e, aparentemente, as coisas não corriam muito bem, existia um sofá comido, necessidades por toda a casa, fios comidos e muitas reclamações em função de uma criatura, que só era incrível para mim. Logo na chegada, ela me ajudou a desfazer as malas, cada vez que eu virava para colocar no armário, ela saia correndo pela casa com alguma outra peça de roupa, foi a mala mais divertida de desfazer! O Marley era um anjo perto dela...

Permaneci ali pouco tempo e fui viajar... quando retornei, a cena era: todos os quartos fechados e a cachorra destruindo algo em algum lugar isolado. Bom, o meu quarto era o único com portas sempre abertas para ela entrar... e aos poucos as pessoas foram comentando que ela estava diferente... talvez porque estava recebendo um mínimo de amor e carinho?!

Ela começou a dormir toda a noite comigo, tomar banho de sol de manhã na minha cama, começou a ter uma vida de uma cachorra mais ou menos "normal", mais ou menos, porque ela vivia em uma residência universitária, eu não via problema em ela subir no sofá, mas, muitos viam, não via problema de ela roubar comida, ninguém mandou deixar a comida em um fácil acesso... essas diferenças na educação dela, a deixavam confusa

E como se não bastasse a confusão da cachorra, existia a perturbação mental de alguns moradores que achavam natural espancar a cachorra “para educar”, aí a coisa tomou outro rumo....

Não exijo que ninguém ame como eu amo, exijo pura e unicamente respeito!

Diante disso, conversei com o dono dela, e, como assim que cheguei em Portugal havia feito contato com uma associação de proteção animal, pessoas que possuíam sintonia com as minhas percepções, decidimos que ela ficaria conosco, mas seria divulgada para doação. Foi divulgada durante quase 5 meses e nunca recebeu nenhum telefonema, as adoções não estão indo bem em Portugal em função da crise econômica... que,infelizmente, chegou por aqui também.

Houve da minha parte uma grande saturação e intolerância ao desrespeito animal, tive uma discussão com alguns moradores e, após esses acontecimentos com a cachorra, ficou insustentável para mim a permanência naquele lugar.

E então o problema: o que eu faço com ela?!? Ela ouvia a minha voz chegando e enlouquecia, me olhava da janela, quando eu estava com saudade, ela sempre deu um jeito de me fazer mais feliz, ela nunca me abandonou, o que eu poderia fazer? Nenhum adotante, sem possibilidade de estar na associação, sem possibilidade de ir para outra residência universitária comigo porque proíbem animais...

A relação estava cada dia mais insustentável... até que decidi adotar a Simbaba! Não poderia permanecer em Portugal com ela, então, a levei para o Brasil, se ela nunca me abandonou, eu não vou abandoná-la!

A decisão foi tomada e tinha 5 dias para fazer tudo até embarcar com ela. A passagem foi comprada e não tinha idéia da burocracia que enfrentaria...

Tive de ir a mil lugares com ela: exames, chip, vacinas, certificados e mais certificados, boletos e mais boletos, até ela obter um passaporte para viajar comigo! 24h para o vôo, caixa de transporte ok, passaporte ok, sedação para o vôo ok, e a Cia aérea não libera o embarque do animal! Movi céus e terra, rezei muito e ok, consegui liberação para a Cia internacional, mas precisava voar no trecho interno e nada liberado, fui fazer o nosso check in, já em São Paulo, depois de ter passado por pelo paredão burocrático, agora brasileiro, depois de muita conversa, ok, chegaremos em Porto Alegre! Nem acreditava!

Chegamos em Caxias 5h da manhã, eu morrendo de medo, que o meu cão, de temperamento forte, por assim dizer, fosse brigar com ela.... mas para minha alegria e compensação por tudo que já havia aguentado.... eles se deram super bem! Foi um fenômeno! Parecia que os dois sabiam que precisavam se dar bem! Hoje, voltei para Portugal, e não paro de pensar nela, mas hoje tenho a certeza que esta bem-cuidada e sendo muito amada, hoje ela vive com amigas minhas protetoras, a quem também sou muito grata pelo apoio.

Agora, que vou terminando essas linhas, reli a história e pareceu tão simples e acho que será assim sempre....

Só eu e minha amiga portuguesa, a cachorrinha vira-lata que ninguém quis, saberemos o que nos uniu e quanto nos amamos! Ela confiou em mim, porque me amava e eu jamais a decepcionaria!

Aos que leram o meu relato, e ainda tenham espaço para um amigo fiel ao seu lado, adote um animal! Não compre, não perca a oportunidade de ajudar!

(História contada por Celina Bianco, Voluntária do Amor Vira-lata)

 

 

05/02/10

Mylon - fica a saudade e a certeza que ele viveu feliz enquanto esteve conosco

Oi Gente!

Este cãozinho na foto abaixo é o Mylon, uma mistura de Fox Paulistinha com SRD.

Encontrei-o numa manhã de segunda feira, na Rua Euclides da Cunha, onde eu trabalhava.

Quando o vi pela primeira vez, não acreditei que ele pudesse caminhar “daquele jeito”: muito tortinho... a impressão que eu tinha, era que a cada passo ele iria cair, sem forças para suportar seu próprio peso , que deveria ser muito pouco, porque apareciam todos os seus ossos, inclusive os quebrados, debaixo do pelo ralo.

No tempo que demorei pra sair da sala, ele sumiu. Caminhei de uma esquina a outra e nada... nem sinal do cachorrinho.

Cheguei em casa, para o almoço, e contei para meus “anjos da guarda”, meus pais, o que tinha visto naquela manhã. Na mesma hora, meus pais me aconselharam a pegá-lo e depois veríamos o que fazer. Na rua, ele não poderia continuar...

Só na quarta-feira, eu o encontrei de novo, e na mesma hora, saí correndo porta afora, para que ele não sumisse de novo.

 

Fiquei quase meia hora tentando chegar perto dele... apesar de ter as duas patas do lado esquerdo quebradas, ele conseguia se movimentar rapidamente...

Começei a perguntar para as pessoas que passavam, se alguém o conhecia, se sabiam se ele tinha dono, se algum deles era o seu dono, mas não... aquele cachorrinho estava abandonado a própria sorte, como tantos outros que vemos perdidos pelas ruas.

Fui até uma locadora, e perguntei se elas conheciam esse cachorrinho. Foi aí que descobri que se chamava Maylon, que seus donos tinham mudado de cidade, para um apartamento e simplesmente o deixaram na casa antiga... e como amigo fiel que todos os cães são por natureza, lá ele ficou, esperando os donos voltarem – o que nunca aconteceu. Me disseram também, que um senhor, as vezes, dava comida a ele, mas que realmente não tinha dono.

Peguei meu jaleco de trabalho, chamei o cãozinho e ele me atendeu: peguei-o no colo e levei pra casa. Lá chegando, meus pais também não acreditavam que ele pudesse caminhar naquelas condições.

No final da tarde, minha irmã o levou para o veterinário, deu as vacinas, fez uma consulta, ele tomou banho, vermífugo, enfim... tudo o que precisava para ficar “em dia”.

Já tinha cinco cachorros naquela época, não foi fácil a aceitação do novo, porém, conseguimos deixá-lo numa parte reservada, com gramado e bastante espaço p ele correr. Sim! Ele adorava correr!!! E brincar de morder também...

Enfim, ele foi ficando, ficando e já não tinha mais proposta que o tirasse de nossa casa.

Viveu feliz!

O tratamos muito bem. Ele tinha uma casinha com janelinha, dois travesseiros e duas cobertinhas feitas de endredon, roupinhas, brinquedos... adorava brincar com uma pantufa de cachorrinho... acredito que ele realmente foi feliz durante o tempo que ficou conosco.

Em outra consulta a veterinária, descobrimos que ele tinha o coração gigante, deitado sobre o diafragma, duas hérnias na barriguinha, que seus olhos não eram azuis... eram uma película que seu corpo criou, a fim de proteger os olhos, pois os atropelamentos seguidos na sua época de cão abandonado, o machucaram demais. Todos os medicamentos foram dados, mas ele nunca chegou a ficar 100% bom!

E assim, viveu durante 1 ano e dois meses em nossa casa, rodeado de muito amor e carinho.

Ao entardecer do dia 21 de abril de 2009, ele teve um ataque cardíaco e caiu desfalecido, já com a língua roxa e os olhinhos ainda abertos. Minha irmã, grávida de oito meses, foi quem o viu assim... Estava sozinha em casa, ligou para meu cunhado, para a veterinária, para meus pais, e esperou eles chegarem, com ele no colo, enroladinho num endredon...

Fica a saudade e a certeza de que, pelo menos, o último ano de sua vida, foi bom, tranquilo! Ele era feliz aqui!

 

(História enviada por Daiane Sabrina Panzenhagen pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 

 

 

06/01/10

Sherlock - o primeiro animal adotado nas campanhas do Amor Vira-lata

Em 13/12/2008 fui a uma feirinha la no Pio X com a intenção de doar ração para os bichinhos, pois eis que para minha surpresa, encontro o Sherlock, com uma carinha de pidão.

 

Foi amor à primeira vista, dele comigo e eu para com ele.

 

Hoje, um pouco mais de um ano depois, ele está muito bem, faceiro que só ele, pois adora ver televisão comigo e com minha esposa no sofá, adora guloseimas e um belo carinho. De de vez em quando ainda viaja conosco para Pelotas, onde tem um cantinho cativo na casa da vovó.

 

Faça que nem eu, adote com consciência, o retorno que estes bichos dão pra nós humanos não tem preço.

 

(História enviada por Rodrigo Mattarredona pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 

 

 

 

03/12/09

Bella Maria

Vou contar pra vocês a história da minha Bella Maria!

Era inverno e chovia ha mais de uma semana sem parar.

 

Eu estava chegando em casa num sábado, e quando saí do carro para abrir o portão ví algo perto do muro, na grama.

 

Pensei que era um pedaço de pano velho, mas quando cheguei perto percebí que era um cãozinho pequenininho, magrinho, sem pelo, todo machucado, com um olho furado, dentinhos quebrados, estava muito fraco. Mesmo assim teve forças para abanar o rabinho pra mim, acho que pedindo socorro .


Qualquer pessoa que ama animais sofreria muito ao ver aquele anjinho, naquele estado tão triste.

 

Eu o peguei no colo e levei pra minha casa. Ela não parava em pé de tão fraca. Eu e meu amigo colocamos comidinha na minha mão, e ela estava com tanta fome que queria comer os meus dedos.

 

Levei ao veterinário, que falou que ela não teria mais a visão de um de seus olhos, mas mesmo assim ela é muuuuito feliz!

 

A bella é uma guerreira! Ela ama a vida, ela ama todas as pessoas e faz amizade com todos. No ano passado ela teve diabetes e muitos outros problemas de saúde. Fez algumas cirurgias e perdeu totalmente a visão.

 

Eu agradesço a Deus todos os dias pela presença deste anjo na minha vida, aprendi tanto com ela, principalmente amar ao meu próximo como a mim mesma.

 

Hoje, quando eu faço minha oração no fim do dia, não peço só pra mim e para a bella, eu peço por todos os animais e todos os humanos.

 

Com a bella eu finalmente aprendi a fazer o bem sem olhar a quem, com ela por perto sinto-me bem mais perto de Deus. Eu digo isso para ela todos os dias: Bella você é uma benção dos céus!!!! É a minha florzinha mais linda, meu solzinho mais iluminado do mundo!

 

Ela pula no meu colo e me dá mil beijinhos!


Adotar um caõzinho é tuuuuuuuuuuuuudo de bom!


Não comprem animais , amizade verdadeira não tem preço !

 

(História enviada por Marivone Fiuza pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 

 

24/11/09

Kikão nunca será esquecido

Em uma manhã de setembro de 2004, eu esta trabalhando na minha clínica veterinária, quando uma senhora chegou com um cãozinho magro, quase sem pêlos, com várias crostas e sangue pelo corpo.

Ela me disse que este cão havia aparecido na rua há alguns dias, ficava escondido o dia todo e saia à noite para procurar comida.

Devia ter sido abandonado há pouco tempo. Como seu corpo era cheio de feridas, os vizinhos diziam que ele tinha lepra e queriam matá-lo.

Ele já era um cãozinho de certa idade, eu havia calculado uns 10 anos, o que significava que ele devia ter tido alguém, um responsável antes, porém deve ter sido abandonado devido ao seu problema de pele.

Ela perguntou se tinha algo para fazer por ele e se ficasse bom, ela o adotaria.

Fiz o exame e suspeitei de alergia a picada de pulgas e ele tinha muitas!!!

Começamos o tratamento, e ela devia levá-lo à clinica para banhos semanais.

O cãozinho, que recebeu o nome de Kikão, era muito dócil e triste, mas com o passar do tempo, foi ficando brincalhão e feliz.

Algumas semanas depois, começou chegar até à clínica sozinho, sem que a senhora o levasse. Ele ficava amarrado em casa e latia o tempo todo; quando era solto, ia até mim, fazer visitas, tomar seu banho e brincar com minhas gatas.

Os dias foram se passando e ele ia com mais freqüência, começou me acompanhar até em casa, já que eu morava perto e ia sempre caminhando.

Ficava na porta da minha casa à noite e retornava ao trabalho comigo durante o dia.

Eu estava preocupada com ele, solto pela rua, pois podia ser atropelado ou sofrer qualquer mau trato pelas pessoas.

Assim, conversei com a senhora que estava cuidando dele e ela disse que ele não ficava quieto em casa. Então, pedi se podia ficar com ele!

Já estávamos totalmente apegados um ao outro! Ela disse que sim, que já tinha outros cães e só ia ficar com ele para ajudar.

Ele foi apresentado à Tuquinha, cachorrinha que eu tinha em casa.

Como se deram muito bem, ficou morando conosco, muito feliz, durante 5 anos.

No ano passado, infelizmente, teve problemas de próstata e um tumor chamado mastocitoma, e, embora tenha recebido tratamento adequado, faleceu dia 04 de outubro de 2009.
Guardamos deste cãozinho que sofreu bastante com abandono, preconceito e descaso de humanos, uma lembrança de gratidão e um exemplo que podemos voltar a ser felizes, mesmo depois de muita dor!
Kikão, te amamos muito e adorei ter sido escolhida por você!!!

 

(História enviada pela Dra. Renata Saccaro, Voluntária AVL)

 

11/10/09

Alf e sua superação

Vou descrever um pouco sobre a adoção do Alf.

 

Um dia passou uma reportagem na Tv Record sobre a Soama. Uma tia minha viu a história do Alf e me ligou pedindo se eu não podia ajudar este anjo. Então levei ele da Soama para minha clínica para dar a ele maiores chances de adoção.

 

Quando ele chegou na clínica estava num estado deplorável, com problemas sérios de saúde, de pele e com 2 tumores nas pernas, que pesavam 500 gramas. Também estava quase cego e com otite.

 

Conversei com a veterinária Daniele e seu esposo Alex, que tambem é veterinario, sobre possíveis cirurgias com ajuda da Soama.

 

Fizemos 5 cirurgias para a retirada dos tumores, retirada da pele das pálpebras dos 2 olhos, ou seja, tudo o que foi presciso.

 

Ele era um cão bravo com pessoas e outros animais, mas com o passar do tempo fui adquirindo a confiança dele e ensinando ele a ser sociável com outros animais.

 

Depois que ele estava reabilitado, coloquei ele para adoção, mas com um aperto no coração.

 

Algo me dizia que ele não seria feliz longe de mim, pois havíamos nos dado muito bem, e ele sempre precisaria de cuidados especiais.

 

Vieram então várias pessoas para adotá-lo, mas quando eu comentava dos cuidados que teriam que ter, acabavam desistindo. Resolvi então seguir meu coração e adotei ele.

 

Hoje faz 1 ano e 6 meses que estou com ele. Estou muito feliz. Ele me ensinou muito, pois o sofrimento nos deixa revoltados com a vida, mas nada que o amor e a dedicação não reverta para um bom sentimento.

 

Hoje ele é um animal dócil, sociável, um amor. Amo ele de paixão e me emociono toda vez que comento sobre o Alf.

 

Quero agradeçer aos veterinários e a Soama que me ajudaram no tratamento dele.

 

Adotar é tudo de bom !


(História enviada por Cátia Giesch, protetora dos animais)

 

 

 

 

28/10/09

Adoção da Fanta

FAZIAM DOIS MESES QUE NÓS HAVÍAMOS PERDIDO NOSSA QUERIDA COQUINHA, ELA ESTAVA COM A GENTE HAVIA 8 ANOS E ESTAVA IDOSA E DOENTE.


ACABOU PARTINDO PARA NOSSA TRISTEZA.


EU SOU VOLUNTÁRIA DE DUAS ONGS DE PROTEÇÃO AQUI EM CAXIAS E FUI AJUDAR NUMA FEIRINHA DE ADOÇÃO E CONHECI A MAIS AMOROSA E LINDA CADELINHA QUE ESTAVA LÁ.


ELA VEIO DE UM ABRIGO E HAVIA PASSADO POR UMA DOENÇA GRAVE " A CINOMOSE" E FICOU COM SEQUELAS.


ACABEI SEGURANDO ELA NO MEU COLO E PENSANDO: QUE PENA, COM ESSA SEQUELA DIFICILMENTE ELA SERÁ ADOTADA.


FIQUEI ATÉ O FINAL DA FEIRINHA COM ELA E ENTÃO TOMEI A DECISÃO DE LEVÁ-LA PARA MINHA CASA.


FOI UMA DECISÃO "PRÁ LÁ" DE ACERTADA !!!


É UMA CADELINHA AMOROSA, ALEGRE, BRINCALHONA E MUITO CARINHOSA.


NÃO SUBSTITUI NOSSA AMADA COQUINHA, MAS VEIO PREENCHER UM VAZIO MUITO GRANDE NO MEU CORAÇÃO E TROUXE MUITA ALEGRIA PARA NOSSA CASA.


É UM NOVO AMOR PARA A MINHA VIDA !!!

 

(História enviada pela Voluntária do AVL Rosita)

 

 

 

21/10/09

Zilú

Olá, vou contar a história da minha cachorrinha Zilú.

 

A Zilú estava para adoção num pet shop perto de casa. Minha sobrinha passou lá e a viu numa gaiolinha. Ela estava quietinha e logo o dono do pet shop veio e disse que aquela cachorrinha estava muito doente, e que se não encontrasse alguém para cuidá-la, iria morrer.

 

Minha sobrinha, que adora cachorros como todos aqui em casa, ficou comovida e a trouxe para casa. Corremos ao veterinário.

Ela estava com infecção urinária.

 

Tratamos dela com muito amor, tomou os remédios necessários e também a primeira dose de vacina e vermífugo.

 

Achamos que mesmo cuidando dela, não sobreviveria, mas graças a Deus ela se curou e hoje é a linda cadelinha da foto.

 

Além dela, temos mais 3 cachorras que também foram adotadas. A Zilú é um amor de cachorrinha, muito carinhosa.

 

Sem dúvida adotar é tudo de bom.

 

Ao chegar em casa sempre somos recebidos com muita alegria por nossos bichinhos. Por mais problemas que nós temos na vida, eles conseguem nos alegrar e tornar nossa vida muito mais feliz.

 

Adote também.

 

(História enviada por Patrícia pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 

 

 

15/10/09

A História da Sequelinha

Gostaria de dividir a história da Sequelinha com vcs!!


A historia da Sequela é muito emocionante. Eu estava com minha família vendo TV num domingo e foi quando vimos uma reportagem da Soama, muito triste, pois apareciam vários cachorros que não tinham oportunidade de uma nova vida por ter problemas ou serem adultos.

 

Foi então que apareceu a sequelinha (na soama chamada de cabeça seca). Ela era muito assustada, teve muitos problemas de saúde e uma doença que deixou ela com a cabeça bem sequinha, tadinha.

 

A cabeça nunca mais vai voltar ao norma,l mas não foi por isso que ela deixa de ser uma fofa. Foi muito emocionante o dia que trouxe ela para casa, pois todos na Soama se emocionaram muito.

 

Quando eu peguei ela estava magrinha, tinha medo de todo mundo, até de mim ela tinha um poquinho de medo.

 

Hoje em dia ela esta feliz, tem um pátio para correr, brinca e já está uma bolinha de tão gordinha.

Não dá mais para sentir os ossos nas costas dela. Hoje em dia temos 3 em casa, uma pequinês chamada Duda, a Pretinha que peguei da rua tbm e a Sequelinha.

Se vc tem espaço em casa e gosta de cachorro, adote um bixinho pq a alegria que eles nos dão realmente não tem preço. São anjinhos de 4 patas mesmo!!!

(História enviada por Barbara pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 

 

 

 

07/10/09

Meu bebezão Édy

Sempre fui apaixonada por animais, desde pequena sempre tive um mini zoológico em casa, o pátio era enorme e dava para todos, mas há 4 anos casei e meu espaço físico diminuiu um pouco... Mas o amor continuou o mesmo e nunca desisti de ter meus “filhinhos” como antes..

 

Tenho 2 gatos... mas a vontade de adotar um cachorro era enorme...até que um dia recebi o email com o Édy para adoção e fiquei maravilhada com a “carinha” dele nas fotos. Apesar das dificuldades que ele já havia passado, lá estava ele todo feliz, parece que sorria nas fotos! Um amor.

 

Entrei em contato com o anjo que o tinha salvado das ruas, a Dr. Cátia, e ela foi super simpática comigo, e sincera também, me disse que se eu quisesse ele, teria que ir logo. Isso era 17:15hs. As 18:00 eu já estava lá sendo recebida no portão por ele.

 

Só tenho a agradecer aquele anjo que faz meus dias mais felizes, me recebe todo feliz quando chego em casa, com uma alegria que nada substitui. Aquele olhar de agradecimento não tem preço. Nada o deixa triste, tudo é motivo de festa. Adora correr pelo pátio e assistir futebol com o papai.Comigo é mais delicado, depois de me nocautear e me derrubar no chão umas 5 vezes e ver que isso me fazia mal, ele agora está se contentando com cafunés e cosquinhas na barriga. Até quando não sei... hehehe

 

Meu companheiro,está sempre pronto para passeios. Conquistou a família inteira, até o “vovô” que era todo “durão” cedeu aos seus encantos.

 

Só falta conquistar dois sujeitos: meus mimis. Mas isso vai demorar um pouco, por enquanto só olhares de longe e tentativas frustradas de aproximação. Porque aqueles dois, tão cedo não chegam perto do Édy... vamos combinar que o tamanho assusta um pouco, mas tenho esperança de vê-los unidos, um dia quem sabe.

 

Enfim, o Édy era o que faltava para alegrar nossas vidas. Estamos muito felizes, agora podemos dizer que somos uma família completa.

 

Obrigada pela oportunidade.

 

(História enviada por Carina Boff pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 

 

 

 

 

 

30/09/09

A Pretinha agora tem uma família ...

A Pretinha agora tem uma família......

 

Nossa filha Caroline, que na época tinha cinco anos de idade, nos pedia seguidamente para ter um animal de estimação. Foi então que tomamos uma atitude de "gente grande". Em 28 de fevereiro, de 2008, nossa família passou a ter mais uma integrante, a Pretinha, uma cachorrinha que estava abandonada, com fome e muito triste nas ruas do Bairro São Leopoldo, aqui em Caxias.

 

Depois de acompanharmos por duas semanas a sua súplica por um lar, não exitamos e a trouxemos para a nossa casa. Foi medicada, alimentada e ganhou muito carinho.

 

Hoje, um ano e meio depois, ela também tem a sua família.

 

A sensação de dever cumprido é tanta que não cansamos de sugerir aos colegas que também tomem uma atitude como esta.

Adotar é um gesto de carinho.

 

(História enviada por Cleusa Bastos pelo e-mail site@amorviralata.com.br)

 

 

 

 

 

23/09/09

Filó, linda e sapeca

Filó é uma linda mocinha que nasceu em abril de 2008 com mais três irmãoozinhos. Ela é filha de um casal de cães de rua, cuidados por moradores das redondezas. Logo que Filó e seus maninhos pararam de mamar, as meninas e a mamãe foram castradas, os bebês foram anunciados para doação e rapidamente todos ganharam um lar! Teria tudo para ser uma história com um final feliz, no entanto...


Filó foi levada para a casa de uma senhora que queria adotá-la. Já na chegada, essa senhora não se mostrou muito contente com a cadelinha, pois ela não tinha qualquer indício de ter "raça". Apesar de minhas desconfianças, deixei a cachorrinha lá para que ambas pudessem interagir, se conhecer melhor e aprender a amar uma à outra.

 

No dia seguinte, recebi um telefonema dessa senhora que, contente, contou que já havia comprado roupas e caminha para a pequena Filó (que na época recebeu outro nome) e já havia inclusive dado banho. Isso me tranquilizou e considerei esse um caso de adoção bem resolvido.

Dois ou três dias depois, recebi um telefonema do Pablo, que estava interessado em adotar uma bebê dessa ninhada. Fomos até o local, onde conheci ele e sua esposa Evânea, mas todos já haviam sido adotados. Nos despedimos sob a minha promessa de continuar procurando uma cadelinha para eles, um casal muito simpático que logo conquistou a minha confiança.


Alguns dias depois, qual não foi a minha surpresa ao receber um telefonema da senhora que havia adotado a Filó, dizendo que gostaria de devolvê-la, pois havia recebido uma visita que havia dito que a cadelinha era "feia" e "sem raça". Imediatamente fui até a casa dela que, apesar de relutar, acabou me entregando a nenezinha rejeitada. Ela até tentou argumentar, dizendo que havia pensado melhor, mas em hipótese alguma eu deixaria Filó - ou qualquer outro bichinho - com ela. Uma linda cadelinha, alegre, faceira, brincalhona e carinhosa, que imediatamente pulou em meu colo, como que pedindo para ser levada embora. É, os animais sabem bem quando não são bem vindos...

Voltei a ligar para Pablo e Evânea, contando o que havia ocorrido e oferecendo Filó para que a adotassem. Alguns dias depois, eles vieram à minha casa e, simplesmente encantados com a querida cadelinha, a adotaram na mesma hora. Preenchemos o Termo de Adoção responsável e Filó foi levada para morar em São Marcos, com a mãe de Evânea. Descobri que Filó era um presente para ela! O casal inclusive fez questão de pagar a castração, procedimento fundamental para a saúde do bichinho e também para conter a superpopulação animal, problema grave e que precisa ser ferrenhamente combatido.

 

Hoje, mantemos contato com frequência e recebo fotos de Filó para acompanhar seu desenvolvimento. Ela está cada dia mais linda e sapeca! Esse é um caso de adoção com final feliz!!

 

(Depoimento de Claudia, voluntária do Amor Vira-lata)

 

 

Sua história também pode aparecer aqui ...

Se você também já foi o protagonista de um final feliz, ajudando de alguma forma a causa animal, envie sua história e fotos para nosso e-mail site@amorviralata.com.br com o assunto "Eu adotei" e mostre a todos como é gratificante ajudar os animais de rua.

 

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